Não deixe de aproveitar essas trilhas do RJ no final de ano



Trilheiros de plantão, é fim de ano e, portanto, a hora é essa: garrafa d’água, boné e mochila nas costas porque é chegado o tempo de relaxar dos meses de trabalho vendo a Cidade Maravilhosa do alto. O Rio de Janeiro oferece uma grande quantidade de trilhas em diversos níveis e já fiz uma lista bem extensa com as melhores opções em um outro post.

lista bem extensa com as melhores opções

Se você gosta de desafios ou só quer se divertir com a família, tudo o que tem a fazer é escolher seu roteiro, preparar a câmera fotográfica e meter o pé na estrada, literalmente. Claro, não esqueça aquele tênis bem confortável, roupas leves, protetor solar e de procurar um guia experiente (ou um amigo que já conheça bem o caminho) das trilhas cariocas.

Se você for de fora do RJ, não esqueça de reservar sua estadia para descansar – o aluguel por temporada no Rio de Janeiro é uma noa opção que atende todos os gostos, desde o mais econômico até o que está disposto a gasta mais. Tenho certeza que você vai adorar a adrenalina de chegar ao topo e a sensação de superação que acompanha cada conquista. Pronto para o desafio? Conheça algumas das principais trilhas do Rio e escolha o seu programa!

aluguel por temporada no Rio de Janeiro

Pedra da Gávea (Nível Pesado, com obstáculos naturais)

Essa é para quem já tem alguma experiência ou está realmente a fim de desafios: amada por uns e temida por outros, a trilha da impressionante Pedra da Gávea tem, basicamente, dois caminhos. Um deles não chega a ser difícil – até o ponto da Carrasqueira. Tem gente que para por aí mesmo e nunca chegou ao topo, será que você consegue? O acesso é pelo final da Estrada do Sorimã, na Barrinha, e é longa, levando cerca de 2 horas de caminhada.

Nos primeiros 40 minutos tem que ter fôlego, mas depois é que vai piorando, ficando cada vez mais íngreme, escorregadio por causa de pequenas cachoeiras, até que aparece um precipício alucinante e um paredão de pedra: eis a temida Carrasqueira, com 30 metros de altura. Nesse ponto é preciso fazer uma escaladinha de 1º grau. Depois ainda tem um bocado de caminhada. Vale a pena tomar um cuidado grande, dado que existe o risco de morte, então se não estiver a vontade, é melhor aceitar ser um dos que volta na metade do caminho.

O segundo caminho é ainda mais difícil (via Pico dos 4), apesar de só pegar a Carrasqueira na descida – mas na subida há trechos com exposição à altura e dois lances com cabo de aço. Brabeira que vale a pena: seja por onde for, o visual lá de cima é de arrepiar, afinal você está a 842 metros de altura no maior bloco de pedra à beira mar do planeta. Sem falar nos mistérios que rondam a pedra e nas histórias de base de discos voadores, túmulo de reis fenícios e por aí vai. Vai?

Se achar essa opção pesada demais para você, a trilha da pedra bonita reserva uma vista igualmente bela e com um nível de dificuldade menor.

trilha da Pedra Bonita

Morro Dois Irmãos (Nível Moderado)

Já escrevi em um outro post todos os detalhes da trilha do Morro Dois Irmãos. A vista de lá é um dos cartões postais mais conhecidos do Rio, e é também uma das trilhas mais procuradas. São apenas 40 minutos de caminhada moderada, e lá de cima você vê toda São Conrado com a Pedra da Gávea de um lado e, de outro, o Cristo Redentor até as águas da Praia do Leblon. Você acessa a trilha pela entrada do Vidigal, em São Conrado, e de lá pega o transporte circular que leva ao campo de futebol da Vila Olímpica, local da do início da trilha propriamente dita. Se não levou lanchinho essa é a chance de fazer seu estoque em algumas das lanchonetes que ficam por ali.

trilha do Morro Dois Irmãos

Até o topo são 1,5 Km de subida, de onde dá para ter imagens bem interessantes da Rocinha, e sua vista privilegiada da Praia de São Conrado, uma das mais belas do Rio – mas é lá de cima que a vista é realmente estonteante: são 360º de um panorama que inclui Vidigal, Rocinha, Floresta da Tijuca, Lagoa, Ipanema, Leblon, Ilhas Cagarras e Cristo Redentor. De perder o fôlego. Na volta a pedida é um mergulho nas águas de São Conrado.

Costão de Itacoatiara (Nível Moderado)

A cada ano Itacoatiara, na região oceânica de Niterói, se firma como a queridinha das praias do Rio e já ganhou o apelido carinhoso nas redes sociais de #itacoatiaradise. Além do visual lindíssimo, das águas mais limpas dentre as praias urbanas do Rio e das ondas próprias para o surfe, o bairro tem uma das trilhas mais bonitas também. O acesso é feito pela entrada do Parque Estadual da Serra da Tiririca, administrado pelo Inea e que você entra pela Rua das Rosas, no canto esquerdo do bairro. Itacoatiara fica a uns 30 minutos do Centro de Niterói e lá não entra ônibus, apenas carros – mas como o bairro é pequenininho é fácil saltar na Estrada Francisco da Cruz Nunes e ir andando.


Já falei em um outro post sobre a trilha do Costão, mas vamos ao que importa. O início da trilha é mata fechada, mas bem sinalizada e com bastante movimento – tem sempre alguém subindo ou descendo. Uns 10 minutos depois você chega a uma espécie de pátio, com banco de madeira e tudo para ajudar a tomar sua decisão: uma das bifurcações segue para o Costão, outra para a Enseada do Bananal (um caminho entre as pedras que termina em uma enseada mínima e muito azul) e a outra para a Pedra do Elefante (uma trilha mais longa que termina em Itaipuaçu, já no município de Maricá).

trilha do Costão

Mas atenção: para subir o Costão, na verdade uma grande pedra que termina na praia, é melhor ir com tênis próprio para não escorregar. A vista lá de cima é fantástica, dando para ver toda a Praia de Itacoatiara com suas águas transparentes, o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e o Pão de Açúcar. No total são 2Km de extensão e cerca de 30 minutos para ir e mais 30 para voltar. A dica é ir cedinho e passar o dia inteiro por ali: depois que descer o mergulho é irresistível e, no final da tarde, aproveitar o som que rola ao vivo regado a drinks saborosos e petiscos nos quiosques da orla.

Pico da Tijuca (Nível Moderado) e Bico do Papagaio (Nível Moderado)

O acesso é feito pela Floresta da Tijuca, e dá para ir de carro até a base da trilha, no Bom Retiro, mas a pé, da Pracinha do Alto da Boa Vista (Afonso Vizeu) até lá o percurso dura cerca de 1 hora. O início da trilha é o mesmo que segue para o Bico do Papagaio e vai suave até uma bifurcação – que você deve pegar à direita (para a esquerda dá no Bico do Papagaio), para então ir em zigue-zague mareando a vertente nordeste até uma escadaria que acesso ao topo, a 685 metros de altitude. De lá a vista também é fantástica: em 360º você vê o Maracanã, Engenhão, Ponte Rio-Niterói, Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor.

Depois do Pico da Tijuca, a segunda trilha mais procurada é a do Bico do Papagaio, que tem mais ou menos a mesma altura. O início da trilha é o mesmo, mas você deve virar à esquerda na bifurcação. Bem marcada e sombreada, ela vai fácil até a nova bifurcação, no colo, onde é preciso seguir à direita – e é agora que o grau de dificuldade aumenta, ficando bastante íngreme, tendo que usar raízes e troncos para elevar o corpo e seguir adiante. Em alguns lugares grampos já colocados facilitam a passagem. Mas vale a pena: entre um pedaço e outro, pequenos mirantes descortinam paisagens incríveis, até chegar ao topo. Há outras trilhas para chegar ao mesmo lugar, mas essa é a mais usada. Na volta, os restaurantes da Floresta e da Pracinha o aguardam com pratos saborosos para repor as energias!

Açude do Camorim (Nível Moderado)

O início da caminhada é na estação de tratamento Cedae, responsável por tratar a água abastecida no açude, uma subida. Durante todo o percurso é possível apreciar diferentes espécies da flora remanescente da Mata Atlântica. Caso a trilha seja realizada na parte da manhã, bem cedo, ou a noite, é possível apreciar alguns animais como tatu, paca e quati também.

Após 1 hora de trekking, o som dos pássaros confunde-se aos da Cachoeira do Camorim. Depois da pausa quase obrigatória na cachoeira para refrescar-se, a trilha continua um pouco mais fácil, pelo terreno ser plano nesta parte. O banho no açude não é permitido, pois as águas são utilizadas para abastecer boa parte de Jacarepaguá, e ainda porque histórias de desaparecimento nessas águas não faltam.

O percurso total tem cerca de 4 km, repleto de animais e flores, e o resultado é uma vista deslumbrante do Açude, localizado a mais de 436 m de altitude (mais alto que o Pão de Açúcar).

Escolha seu roteiro, coloque a mochila nas costas e aproveite as melhores trilhas do Rio de Janeiro




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